
Faz dias que conto o tempo em mintuos,
Perdi a contagem, mas não perdi a noção do tempo,
Tempo que teima em passar lento em tua ausênicia,
Que voa depressa em tua presença.
Tinha jurado que isso não mais aconteceria,
Que de saudade não mais sofreria,
Juramento em vão.
Quem é que consegue mandar no coração?
Agora conto novamente os minutos,
Quero o tic-tac dos minutos decrescente,
Como em conto de fadas,
Espero você voltar bem antes das doze badaladas.
Mesmo que a carruagem volte ser abóbora,
Que os cavalos brancos deem lugar aos camundongos,
Mesmo que meu sapatinho de cristal não tenha nada.
Volta logo meu príncipe,
Quero amar-te, durante o dia,
Durante a tarde... até chegar a madrugada.